Início da análise do pedido de impeachment de João Campos pela Câmara está agendado para terça-feira.

O presidente da Câmara Municipal de Recife, Romerinho Jatobá (PSB), realizará a leitura do pedido de impeachment do prefeito João Campos (PSB) durante a primeira sessão do Legislativo municipal deste ano, agendada para 3 de fevereiro.

Uma vez feita a leitura, o presidente da Casa irá conduzir uma votação nominal para decidir se a investigação sobre João Campos será aberta ou não. Para que o pedido siga em frente na Câmara, será necessário o apoio da maioria simples dos 37 vereadores que compõem o órgão.

A denúncia, apresentada pelo vereador Eduardo Moura (Novo), surgiu após a suspeita de fraude em um concurso público para o cargo de procurador-municipal. A gestão de João Campos foi acusada de nomear um candidato para uma vaga destinada a PCD, mesmo esse candidato tendo apresentado o laudo de deficiência três anos após a realização da prova.

Em entrevista ao Metrópoles, o líder do PSB na Câmara Municipal, Rinaldo Junior, descreveu o pedido de impeachment como um “processo midiático”.

“A bancada do governo está confiante de que este pedido não tem fundamento. Há uma articulação natural dentro da nossa bancada para rejeitar o pedido”, afirmou Romerinho.

A equipe do Metrópoles tentou contato com a assessoria do prefeito de Recife, João Campos, e permanece à disposição para possíveis declarações.

O prefeito João Campos está enfrentando um pedido de impeachment devido a alegações de fraude na nomeação de cargos em um concurso público.

A administração de João Campos teria designado Lucas Vieira Silva, filho do juiz Rildo Vieira da Silva e de Maria Nilda Silva, procuradora do Ministério Público de Contas de Pernambuco, para uma vaga destinada a PCD.

O candidato apresentou um laudo comprovando a deficiência três anos após a realização do concurso, que ocorreu em dezembro de 2022. Lucas Vieira Silva concorreu como candidato de ampla concorrência, mas depois de ficar em 63º lugar, solicitou a mudança para a modalidade de PCD três anos depois do concurso.

Em maio de 2025, Lucas Vieira Silva fez uma solicitação à prefeitura, apresentando um laudo médico que confirmava Transtorno do Espectro Autista (TEA), validado pelo Tribunal Regional do Trabalho.

 

Da Líder do vale Online

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