Debate acalorado na ALEPE sobre requalificação do Hospital da Restauração

Na reunião plenária da Alepe nesta quarta-feira (11), as obras de requalificação do Hospital da Restauração (HR), no Recife, foram amplamente discutidas. Parlamentares da base governista ressaltaram a entrega de novos leitos e a modernização dos 6º e 8º andares como ações importantes. Já a oposição considerou a entrega insuficiente, levando em conta a capacidade financeira do Estado e o tempo de gestão.

Antônio Moraes (PP) comemorou a conclusão das obras no Hospital da Restauração. O deputado destacou a importância do hospital, que é referência em áreas como traumatologia, ortopedia e neurocirurgia, atendendo diariamente centenas de pernambucanos de diversas regiões do estado.

“A requalificação representa um avanço significativo na assistência à saúde. As novas enfermarias entregues com leitos modernos, ambiente climatizado e equipamentos significam mais dignidade no atendimento, segurança para os pacientes e melhores condições de trabalho para os profissionais do hospital”, afirmou.

Moraes também elogiou a governadora Raquel Lyra, dizendo que o resultado é fruto de uma gestão comprometida com as necessidades da população e um trabalho sério e responsável para recuperar as estruturas públicas que há muito tempo precisavam de reformas.

Seguindo a mesma linha, Luciano Duque (Solidariedade) destacou a visita às obras do HR e celebrou a entrega de 149 leitos, além da modernização da estrutura e equipamentos. Em seu discurso, o deputado enfatizou a importância da maior emergência do estado.

“O Hospital da Restauração tem um papel crucial na saúde pública de Pernambuco. Quem acompanha de perto sabe que não são apenas pacientes que chegam, mas famílias inteiras carregando angústia, medo e esperança”, declarou.

 

Oposição

Em contrapartida, Sileno Guedes (PSB) afirmou que a inauguração demorou e não incluiu todos os nove pavimentos da unidade. Ele classificou a entrega como “pífia” e acusou o governo de tentar exagerar em algo que não foi grandioso.

“Dizer que estão entregando um novo hospital porque, depois de quase quatro anos e mais de R$ 13 bilhões em caixa, além dos recursos habituais do Estado, fizeram reformas em apenas dois andares, é subestimar a inteligência dos pernambucanos. Quem frequenta o Hospital da Restauração sabe o que realmente acontece”, expressou.

 

Por Júnior Campos

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