
Gestão da saúde em Serra Talhada tem baixo desempenho, mas prefeita mantém parente no cargo
A permanência da sogra de Márcia Conrado, Lisbeth Rosa, como secretária de Saúde, tem gerado questionamentos.
Desde que assumiu o cargo, Lisbeth tem sido associada a retrocessos e problemas na qualidade dos serviços prestados, além de ter se envolvido em situações políticas delicadas.
Mesmo diante de um desempenho insatisfatório, a secretária continua no cargo. Ao final do mandato anterior de Márcia Conrado, esperava-se que houvesse mudanças na secretaria devido às críticas recebidas. Inclusive cogitou-se que a ex-primeira dama Socorro Brito pudesse assumir o cargo, considerando sua gestão elogiável no passado.
O vereador China Meneses recentemente sugeriu nomes para substituir Lisbeth Rosa, porém a prefeita não demonstrou interesse e manteve sua sogra na posição. Alguns observadores apontam questões familiares como motivo, mas alertam que a insistência da prefeita pode prejudicá-la ao longo do tempo.
Recentemente, um levantamento feito com base nos Rankings de Competitividade dos Municípios do CLP (Centro de Liderança Pública) mostrou uma queda significativa nos indicadores de saúde de Serra Talhada em 2025.
No acesso à saúde, o município caiu para a 239ª posição nacional, perdendo 20 lugares em relação ao ano anterior. Já na qualidade da saúde, a situação é ainda mais preocupante, com Serra Talhada ocupando o 356º lugar no país após uma queda de 75 posições. Entre os indicadores específicos, a cobertura da atenção primária e a mortalidade materna tiveram quedas de 147 e 383 posições, respectivamente.
Apesar desses números negativos, houve melhorias na cobertura vacinal e na mortalidade por causas evitáveis, subindo 144 e 120 posições, respectivamente.
O fato curioso é que a prefeita já foi secretária de Saúde antes de assumir a gestão do município, o que levanta questionamentos sobre a falta de atenção dedicada à pasta em sua administração.
