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Simone Biles fecha Mundial de Ginástica com mais dois ouros e vira maior medalhista da história – globoesporte.com

A maior da história! Simone Biles agora pode dizer que é a número 1 de todos os tempos, pelo menos em Mundiais de ginástica artística. Neste domingo, a americana de 22 anos deu mais um show em Stuttgart para conquistar mais dois ouros (um na trave e outro no solo) e assim fechar a competição com cinco títulos (só não foi ao pódio nas barras assimétricas). Simone Biles chegou a 25 pódios e quebrou o recorde de medalhas em Mundiais. +Arthur Nory voa na barra fixa, crava série e fatura o ouro no Mundial de Ginástica

Simone Biles leva nota 15.066 na final da trave no Mundial de Ginástica

Simone Biles já entrou no Mundial de Stuttgart como número 1 em número de ouros. Nenhuma mulher ou homem foi tantas vezes ao topo do pódio, agora com 19 títulos. Mas ainda havia uma marca a ser batida pela americana: o de 23 medalhas de Vitaly Scherbo. Ela se igualou ao ginasta de Belarus no sábado, ao faturar o ouro no salto, mas neste domingo o ultrapassou com o tri da trave e se isolou com o penta do solo. Agora Simone Biles também lidera esse ranking, com 25 pódios.

Em números de medalhas, Simone não igualou sem desempenho de Doha 2018, quando foi aos seis pódios. Em número de títulos, por outro lado, é a primeira vez que a americana consegue cinco ouros. A melhor campanha de uma mulher na história do Mundial continua sendo da soviética Larisa Latynina, que em Moscou 1958 faturou cinco ouros e uma prata.

+Arthur Zanetti fica a oito centésimos do pódio das argolas no Mundial de Ginástica

Flávia Saraiva leva nota 13.966 na final do solo no Mundial de Ginástica

A brasileira Flávia Saraiva pôde acompanhar de perto as conquistas de Simone neste domingo. Finalista olímpica da trave, Flavinha voltou a uma decisão do aparelho e não fosse uma queda logo no início poderia ter brigado pelo pódio, acabando na sexta posição. No solo ela foi ainda melhor. Quinta colocada no último Mundial, ela subiu um degrau em Stuttgart com uma série quase cravada. Por apenas um décimo, Flavinha acabou na quarta posição. Fora do pódio sim, mas cada vez mais perto de uma medalha.

O primeiro dos ouros de Simone no dia veio na trave, um aparelho que ela não vencia desde o Mundial de 2015. Desta vez a americana foi precisa, nem sequer desequilíbrios leves apresentou em uma série cravada. Não deu chances para ninguém, e a nota 15,066 pontos mostrou a superioridade. Simone conquistou seu terceiro título no aparelho.

A chinesa Liu Tingting, campeã mundial do ano passado, também havia sido quase perfeita, mas teve de se contentar com a prata em Stuttgart, com 14,433 pontos. A caloura Li Shijia, também da China, completou o pódio com mais uma série perto da perfeição, com 14,300.

Flavinha fechou a disputa, logo depois que Simone tinha se apresentado. A brasileira precisava ser precisa para vencer na execução adversárias com notas maiores de dificuldade. Só que logo na primeira acrobacia, um mortal esticado, Flávia caiu. O pódio já estava fora de alcance, mas a ginasta se recuperou bem da falha e completou a série de modo impecável para ficar na sexta posição, com 13,400 pontos.

Simone foi a última a se apresentar no solo. Muito superior às rivais, sabia que só uma queda colocaria o título em risco. A americana pisou fora do tablado na sua segunda acrobacia, mas nada que assustasse uma ginasta que apresenta dois movimentos com seu nome, o Biles 1 e o Biles 2. A nota 15,133 pontos confirmou o ouro, o 19º de Simone.

Simone Biles leva nota 15.133 na final do solo no Mundial de Ginástica

Antes do show de Simone, as rivais brigaram pela prata e pelo bronze. A caloura americana Sunisa Lee ficou com a prata, com 14,133 pontos. A russa Angelina Melnikova completou o pódio com 14,066 pontos.

Flavinha deu um show e praticamente cravou sua série. A brasileira arrancou aplausos da Arena de Stuttgart e ficou na expectativa por um lugar no pódio. A nota 13,966, apenas um décimo abaixo de Melnikova, não era o suficiente. Flavinha ainda entrou com um recurso para aumentar a nota de dificuldade, mas a arbitragem negou o pedido, mantendo a brasileira na quarta posição.

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