Início Justiça Seminário na UFPE discute mídia e momento político atual

Seminário na UFPE discute mídia e momento político atual

O ex-senador Armando Monteiro Neto (PTB) foi o convidado da edição deste sábado (28) do programa 20 Minutos, da TV Jornal. Na entrevista ao cientista político Antônio Lavareda, Monteiro, que foi ministro do Desenvolvimento do governo Dilma (PT), de 2015 a 2016, falou sobre as expectativas quanto às reformas da Previdência e tributária. 

Ele também conversou sobre as expectativas do campo de oposição ao governo estadual em relação às eleições municipais de 2020. 

Questionado sobre um possível arrependimento de não ter apoiado Bolsonaro (PSL) nas eleições de 2018, onde foi candidato derrotado ao governo de Pernambuco, Monteiro disse que seria oportunismo, na ocasião, se ele tivesse assumido essa postura.

“Não me arrependo e faria de novo. O que eu deveria ter feito era ter dado um sinal mais claro de que no primeiro turno eu teria votado em Geraldo Alckmin (candidato do PSDB)”, disse o ex-senador.

“Bolsonaro não, pois ele significava algo um atraso do ponto de vista civilizatório. Quem faz apologia da tortura, quem investiu contra valores que ao longo da minha vida eu sempre defendi do ponto de vista dos costumes, direitos… Toda a minha matriz política não aceita essas posições extremadas”, continuou Monteiro.

O ex-senador afirmou que “sempre esteve posicionado ao centro no espectro político. “Fui ministro de Dilma… Eu não poderia me colocar de forma oportunista, por mero calculo eleitoral”, explicou.

Armando Monteiro foi senador até 2018. Ele foi um dos articuladores da reforma trabalhista e comentou a possibilidade de inclusão de estados e municípios na proposta de reforma da Previdência, por meio de uma PEC paralela à proposta de reforma geral, tramitando no Congresso.

“Há chances dessa inclusão acontecer, principalmente por alguns artifícios. A proposta reduziu o quórum para aprovação nas assembleias legislativas, dando conforto aos deputados federais que ficavam incomodados com o afastamento dos governadores e das bancadas estaduais”, disse. Para Monteiro, com a inclusão, a reforma previdenciária terá “as digitais” dos governadores e das gestões estaduais.

Armando Monteiro afirmou que é contrário a alguns pontos da reforma. “Vejo com dificuldade a cobrança da contribuição previdenciária do agronegócio exportador, não só porque essa matéria já havia sido afastada na Câmara, quando da tramitação inicial, como também porque a bancada ruralista tem um peso significativo”, explicou.

O ex-ministro classificou como “fundamental” a reforma do sistema tributário no Brasil.  “Vejo com felicidade que depois de um debate difícil no último dez anos, há uma convergência de propostas. As que têm mais consistência são convergentes, o chassi é o mesmo”, disse. Para Armando Monteiro, contudo, é necessária uma solução para desonerar a folha de pagamento.

A do governo, de criar um imposto sobre transações financeiras, semelhante à antiga CPMF, teve forte rejeição. “Há indicação de que vão se procurar outras fontes para haver essa desoneração”, relatou o ex-senador.

Foto: Reprodução Foto: Reprodução Foto: Reprodução

Já falando sobre a situação do ex-presidente Lula, preso na sede da Polícia Federal em Curitiba e com possibilidades de entrar no regime semiaberto, Armando, que já foi aliado do petista, foi pragmático. Para ele, mesmo com as revelações do site Intercept sobre irregularidades no processo que levou a prisão do ex-presidente, pouca coisa irá mudar.

“Como qualquer cidadão, ele poderá ter os benefícios de progressão de pena. A anulação de atos e de julgamentos dificilmente ocorrerá, mas acho que ele poderá ter algum recurso que possa dosar melhor as punições que foram a eles imputadas”, disse Monteiro.

“Do ponto de vista da Lava Jato, eu acho muito importante que o Brasil tenha uma lei de abuso de autoridade. Eu acho que não se pode admitir que alguém possa estar acima da lei. Houve excessos na operação que precisam ser coibidos”, continuou.

Por fim, Armando Monteiro afirmou que os campos de oposição ao governo do PSB deverão estar separados no primeiro turno das eleições municipais de 2020. “Acho que haverá duas candidaturas de oposição, uma mais à direita e outra ao centro. Talvez num segundo turno haverá uma convergência. Assim que acho que desenhará o cenários nas eleições municipais no Recife”, concluiu.

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