Premium Governos ao barulho, demissões e ameaças. O day after do racismo do Bulgária-Inglaterra

Presidente da federação búlgara apresentou demissão após pressão governamental. Racismo não é caso isolado na Bulgária, mas sanções não passaram de multas e de jogos à porta fechada. UEFA promete medidas mais duras.

©  EPA/GEORGI LICOVSKI

Os incidentes do Bulgária-Inglaterra de segunda-feira atingiram enormes proporções. Insultos racistas dirigidos por adeptos búlgaros a vários jogadores ingleses e as saudações nazis levaram a que o jogo do Grupo A de apuramento para o Euro 2020 fosse interrompido duas vezes pelo árbitro e nesta terça-feira motivou a demissão do presidente da federação daquele país do Leste Europeu, após pressão governamental.

A Borislav Mihaylov, antigo guarda-redes do Belenenses entre 1989 e 1991, que também defendeu as redes dos ingleses do Reading, não restou outra alternativa que não apresentar a demissão, depois de o primeiro-ministro, Boiko Borisov, ter ordenado o cancelamento de “todas as relações entre o governo, incluindo as financeiras, com a federação”, até que o líder federativo se demitisse. A saída foi anunciada numa curta nota publicada no site oficial da federação, advertindo que o governo búlgaro não tinha o direito de se “imiscuir no futebol”.