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Poucos engenhos são abertos à visitação na Zona da Mata de Pernambuco

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Pernambuco já foi o maior produtor de cana-de-açúcar do País. Essa história de mais de 400 anos deixou para trás engenhos, casas-grande e senzalas. Espaços de rico valor cultural, mas que são relegados como atrativo turístico. Alguns ainda resistem na Zona da Mata do Estado, mas têm uma tímida visitação. Outros abriram mão de explorar o viés histórico para se transformar em áreas de lazer ou hospedagem convencional.

Embora o Mapa do Turismo 2019, do Ministério do Turismo, preveja o roteiro Engenhos e Maracatus, os empreendedores da região afirmam que não há apoio ou investimentos para alavancar a visitação turística. Ao todo, noves municípios, sendo sete da Zona da Mata, compõem a rota: Aliança, Lagoa do Carro, Nazaré da Mata, Paudalho, Timbaúba, Tracunhaém e Vicência. Camaragibe e São Lourenço da Mata compõem o grupo, mas estão na Região Metropolitana do Recife.

Para a presidente da Associação Pernambucana de Turismo Rural (Apeturr), Fátima Magalhães, a Zona da Mata tem um forte apelo cultural, mas quem visita a região não está atento a isso. “Hoje em dia as pessoas procuram os destino da Mata por causa da tranquilidade, e não para visitar a história dos engenhos”, ressalta.

Segundo ela, poucos são os espaços que ainda recebem turistas. “Os donos desses engenhos estão envelhecendo e a nova geração não tem seguido os negócios com esse segmento mais turístico. Além disso, muitos deixaram de se vender como destino por causa da seca, que fechou muitos empreendimentos”, avalia Fátima.

Entre os remanescentes, destaca-se o Engenho Jundiá, em Vicência. O conjunto arquitetônico do século 19 é um dos mais bem preservados do Estado. A visita guiada à propriedade precisa ser agendada e também inclui atividades de ecoturismo e aventura, como caminhadas, voo-livre e parapente. Aos 76 anos, Zélia César Correia, uma das proprietárias, conta que tem prazer em receber grupos de turistas.

 

No entanto, o fluxo mensal resume-se a 120 pessoas, em um mês considerado bom. “Estou ficando cansada, já não faço tanta divulgação. O município e o governo também não nos dão apoio. Mas essa rota dos engenhos e maracatus é muito antiga. Ainda recebemos o turismo pedagógico, além do religioso, por causa da Capela de Nossa Senhora da Conceição”, conta.

Em Vicência há ainda o Engenho Poço Comprido, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como monumento nacional, em 1962. Na mesma cidade há ainda o Engenho e Cachaçaria Água Doce, que tem um passeio com degustação de bebidas destiladas, como cachaças e licores.

Já em Paudalho, o Engenho São Bernardo se adaptou para receber o turismo. Os donos da propriedade transformaram a área numa espécie de parque aquático, com açude de água natural, banho de bica, pesque-e-solte, campo de futebol, piscinas. O espaço recebe o público para day use e eventos.

Fora da rota proposta pelo Mapa do Turismo, há ainda exemplos como o Engenho Cachoeira, em Ribeirão. O espaço foi planejado para receber quem busca sombra e água fresca. No início de 2020, devem começar a oferecer hospedagem. “Pernambuco tem história com cana-de-açúcar. Mas temos precisado diversificar nossos negócios, com o próprio turismo”, conta Paulo Carneiro Leão, proprietário do Engenho Cachoeira, que ainda trabalha com a produção de cana.

Em Água Preta, uma iniciativa tem mudado o visual canavieiro. A Usina de Arte, criada há quatro anos, nasceu no terreno de 30 hectares que pertence à Usina Santa Terezinha, desativada há mais de duas décadas. No local, os proprietários Ricardo e Bruna Pessoa de Queiroz idealizam um celeiro de arte e cultura, inspirado no Instituto Inhotim (MG) – considerado o maior museu a céu aberto do mundo.

O eixo central da Usina de Arte é o Parque Artístico-Botânico, que abriga mais de 15 obras e instalações de arte contemporânea. O empreendimento mantém ainda uma escola de música, biblioteca e centro de conhecimento. Dentre as ações promovidas no local está o estímulo ao empreendedorismo, o que vem mudando a realidade dos 5 mil moradores da antiga vila operária da Usina. Entre os empreendimentos criados em torno da Usina de Arte estão restaurantes, lanchonetes, um camping e uma pousada.

Resistentes, os engenhos tentam se reinventar para se converter em pontos turísticos, mas os empreendedores da região da Zona da Mata cobram apoio dos entes públicos, municipais e estaduais, para promover os destinos e prover infraestrutura de acesso dos visitantes.

Para debater caminhos possíveis para o turismo, o Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC) realiza nesta quarta-feira (27) o Seminário Soluções Urbanas – Turismo, que reunirá especialistas, profissionais do trade, empresários, gestores públicos, estudantes e demais interessados no tema. As inscrições para o evento já estão abertas, são gratuitas e podem ser feitas até o dia 26 pelo e-mail [email protected] ou no site www.jc.com.br/seminariojc. O encontro ocorre das 8h às 12h30, no auditório do SJCC na Rua do Lima, em Santo Amaro.

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