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Júri popular de acusadas de mandar matar professor de odontologia por causa de seguro de vida acontece 12 anos após crime

São julgadas nesta terça-feira (5), no Recife, a psicóloga Ana Terezinha Zanforlin Sperança, e a advogada Adriana Lima Castro de Santana, acusadas de mandar matar o dentista e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Paulo Augusto Sperança

O júri popular acontece no Fórum Thomaz de Aquino e foi suspenso no começo da noite, para ser retomado na quarta-feira (6).

O crime ocorreu em agosto de 2010 e o júri ocorre quase 12 anos depois do assassinato. A vítima era casada com Ana Terzinha Zanforlin. Em 2012, os dois homens que mataram o professor e confessaram o crime foram condenados a 18 anos de prisão.

Ana Terezinha e a amiga dela Adriana Lima foram apontadas como mentoras intelectuais do crime. Elas teriam contratado os dois homens para matarem Paulo Augusto. Segundo a polícia, a motivação do crime seria um seguro de R$ 120 mil e uma aposentadoria de R$ 15 mil mensais.

Paulo Augusto Sperança tinha 53 anos e era professor de odontologia da UFPE e de outras duas universidades. Ele foi morto a facadas dentro do consultório psicológico da esposa, a pedagoga Ana Terezinha Zanforlin Sperança, no bairro da Torre, Zona Oeste do Recife.

O corpo do professor foi encontrado dentro do próprio carro, no dia 7 de agosto de 2010, no bairro dos Torrões, na Zona Oeste do Recife. De acordo com as investigações da polícia, o crime foi cometido por Adolfo Berto Soares, de 40 anos; e José Amaro de Souza Filho, de 45 anos.

Os dois homens teriam sido contratados pela mulher do professor para matá-lo e confessaram o crime. Eles foram julgados em 2012 e condenados a 18 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado.

Ainda de acordo com as investigações, a esposa do professor já tinha tentado matá-lo em 2009. Um mês depois da morte de Paulo Augusto Speranza, Ana Terezinha Zanforlin Sperança foi presa.

Uma amiga dela, a advogada Adriana Lima Castro de Santana, foi apontada como mentora intelectual do crime. Ela respondia ao processo em liberdade.

Julgamento

O júri estava marcado para começar às 9h, mas só começou por volta das 11h, depois que uma testemunha, que mora em outra cidade, chegou ao Fórum Thomaz de Aquino, no bairro de Santo Antônio, no Centro do Recife.

Estão previstas falas dos advogados de acusação e defesa, com possibilidade de réplica e tréplica, além do interrogatório das duas acusadas. Elas podem responder às perguntas diretamente, usar os advogados, ou se manter em silêncio.

Para o promotor de Justiça José Edvaldo da Silva, representante do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), não há dúvidas de que as duas mulheres foram as mandantes do assassinato.

“O Ministério Público fez uma leitura detida dos autos e firmou o entendimento, a convicção de que, de fato, há provas, há um tsunami de informações, de provas, que apontam de fato Ana Terezinha Zanforlin e a acusada [Adriana Lima] como sendo as autoras intelectuais do crime”, afirmou.

Sete jurados vão decidir se as duas mulheres são culpadas pelo crime. O júri é presidido pelo juiz Abner Apolinário. Segundo ele, cerca de dez pessoas devem ser ouvidas durante o julgamento.

“Pelo quantitativo que eu tenho de pessoas e tudo o que vai ser demonstrado de provas aqui, dá para dois dias serem suficientes [para concluir o júri]”, disse o juiz.

Os advogados de defesa das acusadas não quiseram gravar entrevista.

O advogado da família, Flávio Santana, espera que as duas acusadas sejam condenadas. “Estamos esperando que a lei seja cumprida, que o procedimento seja cumprido dentro da normalidade e que seja comprovado para que os jurados votem pela condenação das acusadas”, afirmou.

Família

Parte da família de Paulo Sperança foi ao fórum. Fátima Sperança, irmã da vítima, pediu justiça.

“Em momento algum nós deixamos de acreditar que a justiça será feita. Baseado nessa confiança, na nossa força e na nossa união, continuamos seguindo essa jornada e mais uma vez estamos aqui, acreditando que a justiça será feita, mantendo a nossa tranquilidade, nossa confiança e nossa base familiar, que é o amor que nos une”, disse.

Um dos filhos do professor de odontologia, Victor Sperança, se emocionou ao relembrar a morte do pai. Ele disse que o pai era muito companheiro e um exemplo de vida para ele.

“É como se um filme passasse pela minha cabeça e eu revivesse tudo, é muito difícil estar aqui hoje, mas estamos aqui porque precisamos dessa resposta da Justiça, que algo seja feito em respeito à memória do meu pai, da nossa família, porque é muito doloroso estar aqui”, afirmou.

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