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Especialista da UFRJ descarta que óleo do Nordeste possa chegar às praias da Região Metropolitana do RJ – G1

O especialista em Engenharia Costeira e Oceanográfica da Coppe/UFRJ, professor Paulo Rosman, descartou que óleo que atingiu o litoral do Nordeste em setembro possa chegar às praias da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Em entrevista ao G1, ele explicou que “a natureza está impedindo” a substância de chegar até ao litoral da capital fluminense. Rosman acredita que apenas um fenômeno da natureza ou algo “bem inédito” conseguiria trazer o material para a Região Metropolitana.

“Não tem condições de ventos e nem de correntes para vir até aqui. A natureza está impedindo que isso aconteça. Pelo padrão, não há características que tragam o óleo para cá. Teria que haver uma condição muito diferente do usual, bem inédito e diferente do normal”, afirmou o professor.

“O vento tem uma importância muito grande de trazer esse óleo ou não. Você tem a tendência que o óleo seja carregado pelos ventos. No entanto, a condição natural que a gente observa não favorece a vinda da substância para o litoral sul. Além do vento, o padrão de correntes do mar também não ajuda para o óleo chegar na costa da capital”, completou Rosman.

Atenção deveria ser voltada para Baía de Guanabara

Órgãos de fiscalização se mobilizaram com a possibilidade de o óleo atingir a Região Metropolitana. Rosman afirmou que a preocupação é necessária, mas sugere que os esforços poderiam ser transferidos para a quantidade de óleo despejada todos os dias na Baía de Guanabara.

“É uma preocupação um pouco exagerada. É possível chegar no Norte Fluminense, em Búzios, lugares em que a corrente marítima e o vento estão colaborando. Mas é muito difícil que chegue aqui no sul do estado”, opinou o especialista.

“A quantidade de óleo que já chegou aqui no estado é bem pequena. É menos do que uma lata de óleo, que vende em posto de gasolina. Todo dia vaza mais de um litro de óleo na Baia de Guanabara e não há essa preocupação toda. As pessoas estão preocupadas com o que pode chegar, deviam estar em pânico com o que está sendo despejado na Baía de Guanabara todos os dias”, completou o especialista.

O Ministério Público do Rio informou que realiza uma atuação integrada interna e externamente para acompanhar o avanço da macha de óleo que chegou ao litoral norte do Rio de Janeiro.

Ainda de acordo com o MPRJ, estão em andamento três procedimentos administrativos (PAs) instaurados por promotorias locais para apurar eventos específicos de cada região. Nenhum dos PAs são referentes a episódios no Grande Rio.

Duas praias do RJ atingidas por óleo

O Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA) divulgou nesta terça-feira (26) que o óleo coletado no domingo (24) na praia de Santa Clara, em São Francisco de Itabapoana (RJ), é compatível com o que já foi encontrado na costa do Nordeste e do Espírito Santo.

Santa Clara é a segunda praia do estado do Rio atingida pelo material. A primeira foi Grussaí, em São João da Barra.

A força-tarefa é composta por representantes do da Marinha, da Agência Nacional de Petróleo (ANP), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)

Em relação ao que pode ter sido o causador da chegada do óleo, Rosman afirmou que não acredita na possibilidade do vazamento ter sido causado por apenas um navio. As características de como o óleo chegou ao Brasil não estão de acordo com a versão inicial apresentada, disse ele.

“Essa história que foi um navio no dia 29 de julho e fez um único derrame [de óleo], essa história não tem muita possibilidade de ser verdadeira. Se tivesse sido apenas um derrame, as características seriam outras”, disse o engenheiro.

“Esse óleo chegou com uma composição química completamente degradada. Para estar no estado em que chegou em setembro no Brasil, esse óleo deveria estar há pelo menos 1 mês exposto ao sol. Se fosse apenas um derrame, eu teria uma grande mancha. Ele não estaria fracionado como o óleo que chegou aqui. O que a gente vê é que o óleo continuou chegando por mais de dois meses. Consequentemente, não pode ter sido um evento de derrame apenas”, explicou o especialista.

MANCHAS DE ÓLEO NO LITORAL

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