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Escolas públicas aproximam ensino técnico do regular

Rio de Janeiro — A reforma no curr?culo do ensino médio e a aprovação da nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) tem estimulado a formação técnica e profissional de estudantes que ainda estão cursando o ensino médio. Escolas públicas têm apostado no modelo integral, no qual os estudantes fazem o ensino regular em um turno e o técnico em outro período. Os Núcleos Avançados em Educação, os chamados Nave, têm apostado em outro método, mais integrado. São cerca de 10 horas por dia que os estudantes passam na escola.  (foto: Cristina Lacerda/Oi Futuro)  Po momento da matrícula, eles optam entre o curso técnico em multimídia e o técnico em programação de jogos. Essa formação profissional é feita em conjunto com o ensino regular, dentro de uma mesma grade horária, ou seja, os alunos não fazem aula no turno contrário: a educação regular e a profissionalizante são mescladas entre uma disciplina e outra. “O grande barato aqui é que você não tira o regular e coloca o técnico. Conseguimos unir os dois. Então, isso é muito legal. Além do mais, tem essa questão de que quando você se forma, recebe a dupla diplomação”, destaca o coordenador de curso técnico do Nave-Rio, Alexandre Rangel.O modelo de gestão é compartilhada entre as Secretarias de Estado de Educação do Rio de Janeiro e de Pernambuco e a Oi Futuro, instituto de inovação e criatividade da empresa de telecomunicações. Duas escolas públicas fazem parte do projeto: o Colégio Estadual José Leite Lopes, no Rio, e a Escola Técnica Estadual Cícero Dias, em Recife. De acordo com a gerente de Educação, inovação social, esporte e comunicação da Oi, Carla Uller, o método de ensino é “mão na massa”, com project based learning (educação baseada em projetos).“O aprendizado se dá na prática, você tentando fazer, errando, acertando e trabalhando em grupo também.” Ela afirma que esse modelo de aprendizagem vai ajudar os alunos nas competências profissionais desejadas pelo mercado. “Na escola tradicional, o estudante absorve o conhecimento sozinho e, no fim, faz uma prova sozinho. Não adianta você ter uma educação individual, pois, ao chegar ao mercado de trabalho, você precisa trabalhar em equipe, desenvolver projetos em grupo”, avalia. A integração ocorre também entre os alunos dos diferentes cursos técnicos.Para isso, são desenvolvidos projetos ao longo dos três anos. No primeiro, os estudantes passam por um processo de letramento digital, para nivelar o conhecimento dos alunos com as tecnologias que vão usar durante o curso. Já no segundo, eles partem para colocar o aprendizado em prática: alunos dos cursos técnicos de multimídia e programação vão se juntar para criar um jogo. Os grupos podem ser de turmas diferentes. A equipe de multimídia cuida da interface, design e trilha sonora do jogo, enquanto a outra turma desenvolve a programação.No terceiro ano, é o momento de consolidar esse conhecimento adquirido durante todo o ensino médio, construindo um projeto, dessa vez, mais livre: aplicativo, canal de vídeos, podcasts, jogos e assuntos com os quais eles tenham afinidade. A ideia é que tudo seja multidisciplinar. Por isso, docentes do ensino técnico e regular auxiliam no desenvolvimento dos projetos. Por causa dessa estrutura, não é possível que um estudante ingresse no decorrer do ano letivo ou após o primeiro ano.Projetos premiados

(foto: Cristina Lacerda/Oi Futuro)  

(foto: Cristina Lacerda/Oi Futuro)  

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