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Desemprego sobe pelo 4º mês seguido e mais de 300 mil deixam isolamento rígido em agosto, diz IBGE


No oitavo mês do ano, 15,3% dos pernambucanos estavam desempregados e buscaram ativamente um trabalho, mas não encontraram. Em agosto, 574 mil pessoas estavam desempregadas e buscaram ativamente um emprego, mas não encontraram
Mauro Pimentel/AFP/Arquivo
Pelo quarto mês consecutivo, cresceu o número de pessoas desempregadas que procuraram trabalho em Pernambuco. Em agosto, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice foi de 15,3%, contra 13,5% em julho; 12,6% em junho e 10,5% em maio.
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios voltada à pandemia (Pnad Covid) também constatou que, em agosto, mais 300 mil pessoas deixaram de fazer isolamento social rígido, recomendado como forma mais efetiva de se prevenir do novo coronavírus.
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Ao todo, segundo o IBGE, 574 mil pessoas estavam desempregadas e buscaram ativamente um emprego, mas não encontraram, em agosto. O aumento da taxa de desocupação foi de 50,2%, em relação a maio, primeiro mês da pesquisa, quando 382 mil pessoas estavam nessa situação.
O número de pessoas ocupadas, no entanto, parou de cair em agosto. Em julho, eram 3,153 milhões e, em agosto, passou para 3,177 milhões.
Houve uma diminuição na população fora da força de trabalho (que não estava trabalhando nem procurava por trabalho) que gostaria de trabalhar, mas não conseguiu procurar emprego por causa da pandemia ou por falta de oportunidade na região em que vive. Em agosto, eram pouco mais de 1 milhão e, em julho, o número chegava a 1,219 milhão.
O número de pessoas ocupadas e afastadas do trabalho devido ao distanciamento social diminuiu pelo quarto mês consecutivo. Em julho, eram 313 mil e, em agosto, 170 mil, uma queda de 45,6%. Em relação a maio, os números passaram de 28,8% para 5,3% da população ocupada.
Ainda segundo a pesquisa, 9,5% da população pernambucana ocupada e não afastada do trabalho exerceu suas funções de forma remota no mês passado, frente a 10,7% no mês de julho.
Entre as pessoas ocupadas e afastadas do trabalho, por causa da pandemia ou não, 69 mil (25,4%) deixaram de receber remuneração em agosto.
Em maio, eram 620 mil, quase dez vezes mais. Em julho, eram 37,3%, uma queda de 11,9%. Entre os trabalhadores ocupados que ainda estavam recebendo salário, 25,9% do total tiveram rendimentos menores que o habitual em agosto, contra 30,9% em julho.
Isolamento rígido
Cerca de 300 mil pernambucanos deixaram de fazer isolamento rígido entre julho e agosto. Em julho, 2,4 milhões de pessoas (26% da população) ficaram rigorosamente isoladas e, em agosto, esse número diminuiu para 2,1 milhões (22,9%).
Além disso, 4,3 milhões de pessoas (45,8% da população) ficaram em casa e só saíram em caso de necessidades básicas no sétimo mês do ano. No mês seguinte, eram 3,9 milhões (41%).
Cerca de 174 mil pernambucanos (1,8% da população) não adotaram qualquer medida de restrição em agosto. Em julho, 1,9% dos habitantes do estado tomaram a mesma decisão.
Houve, no entanto, um aumento no número de pessoas que reduziram o contato, mas continuaram saindo de casa: de 2,4 milhões (25,5%) para 3,1 milhões (33,2%).
Entre os que não adotaram nenhuma medida de restrição, os homens são maioria, mas o percentual caiu de 2,4% para 2% entre julho e agosto.
Entre as mulheres, ocorreu o contrário: 1,6% do total passou a ter os mesmos hábitos de antes da pandemia no em agosto, frente 1,4% em julho. Elas ficaram mais tempo em casa: 47,7% das mulheres só saíram por necessidades básicas, contra 34,9% dos homens.
A faixa etária que mais cumpriu o isolamento social foi a de 0 a 13 anos, em que 57% dessas pessoas ficaram rigorosamente em casa. As pessoas de 60 anos ou mais vêm em seguida, com 32%. Na faixa etária de 30 a 49 anos, somente 6% das pessoas adotou isolamento rigoroso.
Os idosos também formam maioria entre quem ficou em casa e só saiu em caso de necessidade básica: 50,6% deles. Em julho, esse lugar era ocupado pelas pessoas de 50 a 59 anos.
Testagem
Em PE, 558 mil pessoas, ou 5,8% da população, fez algum teste para detectar Covid-19 entre março e agosto
Foto: Ascom divulgação
Em Pernambuco, 558 mil pessoas, ou 5,8% da população, fizeram algum teste para detectar Covid-19, entre março e agosto. Isso deixou o estado, pelo segundo mês consecutivo, como o que menos fez testes, proporcionalmente, em todo o país.
Ainda assim, 164 mil pessoas a mais disseram ter realizado algum tipo de testagem em comparação a julho, quando o percentual foi de 4,1%.
O aumento no número de testes, segundo a pesquisa, também se reflete na proporção de resultados positivos: aproximadamente 1,3% da população do estado disse ter testado positivo para o novo coronavírus em agosto, contra 1% em julho.
Das 558 mil pessoas que foram testadas, 203 mil realizaram o RT-PCR, que detecta o vírus ativo no organismo com amostras retiradas com uma espécie de cotonete na boca e no nariz.
Dessas, 57 mil (28,1%) tiveram resultado positivo. Além disso, 234 mil fizeram o teste rápido e 25 mil (18,8%) testaram positivo. Por fim, 188 mil fizeram o teste de sangue por meio de veia no braço, sendo que 50 mil (26,6%) tiveram resultado positivo. Uma pessoa pode ter feito mais de um tipo de teste.
Ao todo, 32,6% das pessoas que fizeram teste ganham de meio a menos de um salário mínimo. O público que recebe entre um e dois salários mínimos representa 29,1% e, menos de meio salário mínimo, 16,6%. A população de dois a quatro salários mínimos representa 13% do total e quem recebe mais de quatro salários mínimos, 8,7%.
Em agosto, 286 mil mulheres e 272 mil homens fizeram o teste. Das mais de 500 mil pessoas que afirmaram ter feito o teste, 60%, ou 335 mil pessoas, se identificam como preta ou parda.
Eles também são 58,2% dos infectados, totalizando 73 mil pessoas. Os brancos, por sua vez, totalizam 218 mil testados e 49 mil com resultado positivo para Covid-19.
Auxílio emergencial e informalidade
Pela primeira vez desde o início da pesquisa, houve diminuição no número de casas em que ao menos um dos moradores recebeu o auxílio emergencial: foram 56,4% em agosto, contra 57,9% em julho.
Em números absolutos, 1,732 milhão de lares receberam o benefício. O valor médio do rendimento do auxílio em Pernambuco também apresentou queda discreta, de R$ 932 em julho para R$ 912 em agosto.
A taxa de informalidade em Pernambuco aumentou 1% entre julho e agosto, saindo de 40,7% para 41,7% da força de trabalho ocupada, com 1,326 milhão de trabalhadores, 42 mil a mais do que no mês anterior.
Sintomas
Em agosto, 59 mil pessoas (0,6% da população) tiveram mais de um sintoma de Covid-19 em Pernambuco, uma queda de 28% em relação a julho. Os sintomas conjugados considerados pelo IBGE são: perda de cheiro ou sabor; febre, tosse e dificuldade de respirar; febre, tosse e dor no peito.
Dessa parte da população 33,7% procuraram unidades de saúde em agosto, maior percentual desde o início da pesquisa. A proporção de pernambucanos com plano de saúde teve uma queda em comparação a julho, passando de 19% para 18,2%.
No total, 67 mil habitantes deixaram de ter plano de saúde no período. Desde maio, o número aumentou para 277 mil pessoas, que ficaram sem saúde suplementar.
Coronavírus em Pernambuco
Pernambuco registra 143.165 casos e 8.085 mortes por Covid-19 desde o início da pandemia
Pernambuco registrou, nesta quarta-feira (23), mais 677 casos de pessoas com a Covid-19 e 30 mortes relacionadas à doença, elevando o total de confirmações do estado para 143.165 diagnosticados com o novo coronavírus e 8.085 mortes (veja vídeo acima).
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