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Análise: torcida pede vontade ao Corinthians, mas os problemas do time em 2019 são (muitos) outros – globoesporte.com

A torcida do Corinthians cantou antes e depois do clássico contra o Santos que sente saudade de quando a equipe jogava com vontade. É um claro erro de avaliação. No empate em 0 a 0 no último sábado e durante toda esta temporada este não foi um defeito do Timão. A equipe tem muitos problemas, mas corre, dá carrinhos, se aplica na marcação. Porém, só isso não basta. Mesmo após uma semana livre para treinamentos, o Corinthians voltou a demonstrar enorme dificuldade para reter a bola e criar jogadas.

Desta vez a estratégia voltou a ser de um jogo reativo, cedendo a posse para o adversário e apostando nos contra-ataques. Vagner Love e Boselli foram escalados juntos novamente, mas com o camisa 9 atuando pela esquerda, em setor normalmente ocupado por Clayson e Janderson.

Em muitos momentos Love jogou como lateral e volante e, mesmo aos 35 anos, se entregou do começo ao fim para cumprir seu papel tático. Terminou o jogo, porém, como dúvida para próxima partida.

Como era de se esperar, o Santos passou a maior parte do tempo com bola, tendo 69% de posse.

  • Finalizações: 15
  • Chances reais de gol: 3
  • Passes certos: 164
  • Passes errados: 16
  • Bolas levantadas: 16
  • Impedimentos: 0
  • Faltas cometidas: 20
  • Faltas sofridas: 12

O plano do Timão de se retrair e sair com velocidade para explorar os espaços deixados pelo rival funcionou poucas vezes. Com Pedrinho muito apagado, e a equipe insistindo nas ligações diretas para sair do sufoco, Boselli foi pouco municiado.

Na defesa, por outro lado, a equipe conseguia ir bem. O Santos rodava a bola, era envolvente, sobretudo pelo lado esquerdo, mas finalizava sem perigo para Cássio. Nas poucas vezes em que acertou a meta, o goleiro foi bem e também contou com a trave.

Leandro Silva, auxiliar que substituiu Carille, suspenso, demorou a mexer, mas foi bem quando o fez. Sornoza ajudou a reter mais a bola e passou a ser uma arma perigosa nas bolas paradas. Em uma cobrança de falta, no fim, ele só não marcou porque Everson fez excelente defesa.

Com Janderson na vaga de Mateus Vital, o Corinthians passou a jogar no 4-4-2, e a partida ficou mais aberta. Nos minutos finais, ambos os times tiveram chances de marcar, mas não conseguiram.

É espantoso que quase em novembro o Timão ainda não tenha uma escalação ideal. Parece até que o modelo de jogo não está definido, com a equipe ora tentando propor mais o jogo ora se retraindo para tentar a sorte nos contra-ataques.

Já são seis jogos sem vencer, a pior sequência na temporada, e o Corinthians vai caindo na tabela rodada a rodada. Bancado pela diretoria, Fábio Carille precisa encontrar uma solução rápida, de preferência já nesta quarta-feira, diante do CSA, em Alagoas.

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