Compet Médio-TEC incentiva inovação tecnológica e encerra edital com 100 projetos em Pernambuco

Programa da rede estadual, com investimento de R$ 3,34 milhões, destacou soluções em inteligência artificial, robótica e inclusão, aproximando alunos de empresas e organizações do terceiro setor.

O Governo de Pernambuco – por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), da Secretaria de Educação (SEE) e a Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado (Facepe) – realizou nos dias 10 e 11 de dezembro, o encerramento do edital  nº 19/2025 do Compet Médio-TEC. A iniciativa apoiou 100 projetos de extensão tecnológica desenvolvidos por professores e estudantes dos ensinos médio e técnico da rede estadual.

Na última quarta (10), trinta docentes de escolas da Região Metropolitana do Recife (RMR) apresentaram seus resultados para uma banca avaliadora. Já nesta quinta-feira (11), as apresentações aconteceram de forma online com os professores das demais Regiões de Desenvolvimento (RDs) do estado. 
Com investimento de R$ 3,34 milhões, o edital incentivou docentes a criarem propostas que aproximam os alunos de empresas, associações, cooperativas e organizações do terceiro setor. As iniciativas foram construídas a partir de desafios reais e temas ligados às tecnologias do futuro, estimulando a formação prática e tecnológica dos jovens.

Para o gerente de Ciência, Tecnologia e Inovação da Secti, Wylliams Santos, o programa reforça o compromisso do estado com a formação científica e tecnológica das novas gerações. “Durante o programa, os alunos foram qualificados em tecnologias habilitadoras de futuro, como inteligência artificial, computação em nuvem, internet das coisas e robótica”, destacou.

Entre os projetos apresentados, um dos destaques foi o “Química Tátil”, conduzido pelo professor Idalmir Nunes, da Escola Técnica Estadual (ETE) Jurandir Bezerra Lins, em Igarassu. Há 38 anos lecionando química, Idalmir desenvolveu, junto a dez estudantes bolsistas, uma tabela periódica inclusiva voltada a alunos cegos ou com baixa visão. A ideia surgiu após receber três estudantes com deficiência visual e identificar a necessidade de adaptar o ensino da disciplina. “Participar do Compet Médio-TEC foi fundamental para transformar a nossa ideia em realidade. Espero que possamos participar de novos editais com a Facepe e a Secti para aprimorar ainda mais o projeto”, afirmou.

Já a professora de biologia Beatriz Galvão, da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) José Rodrigues Carvalho, apresentou o “Laboratório Virtual Eco Mundo”, plataforma interativa criada com seus alunos para comunicar temas ligados à educação ambiental. “Os estudantes produziram conteúdos digitais, como a revista Verde Vivo e o podcast Zezinho Conecta. Foi uma experiência muito importante para incentivar a ciência e fortalecer o ambiente acadêmico”, comentou.

 

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