
Governo se preocupa com rombo das estatais e precisa remanejar contas para os próximos anos.
O governo precisou realocar recursos no orçamento deste ano devido ao rombo estimado em R$ 9,2 bilhões nos Correios e outras estatais federais. Para cumprir a meta fiscal de déficit primário de R$ 31 bilhões, foi necessário remanejar R$ 3 bilhões.
A situação preocupante dos Correios levou o Ministério da Fazenda a expressar sua insatisfação e ressaltar a importância de evitar que cenários semelhantes se repitam. O plano de reestruturação aprovado envolve o fechamento de agências ineficientes, um programa de demissão voluntária, venda de imóveis e cortes de despesas, como a reestruturação dos planos de saúde dos funcionários.
Apesar das medidas, a estatal mantém seu foco no mercado de serviços postais, no qual detém o monopólio no Brasil. No primeiro semestre, o prejuízo nesse setor foi de R$ 4,5 bilhões, totalizando custo de R$ 5,4 bilhões.
Caso as ações não surtam efeito e a situação financeira dos Correios não seja revertida, o prejuízo estimado para 2026 pode chegar a R$ 23 bilhões, complicando os esforços do governo em equilibrar as contas públicas e zerar o déficit fiscal.
